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Mendonça manda transferir Vorcaro para PF em Brasília para iniciar processo de delação

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou a transferência do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para a carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Brasília para dar início ao seu processo de delação premiada. A transferência deve ser realizada ainda na noite desta quinta-feira, 19.

A defesa havia solicitado a saída dele da penitenciária federal, onde estava custodiado, sob o argumento de que o funcionamento do estabelecimento dificultava as conversas com o cliente e as eventuais negociações do acordo de delação premiada com os investigadores da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal.

Na última sexta-feira, 13, depois que a Segunda Turma do STF formou maioria para manter a prisão preventiva dele, Vorcaro decidiu partir para negociar uma delação premiada. O advogado José Luís de Oliveira Lima assumiu a defesa para ficar à frente do processo, enquanto os outros advogados deixaram o caso.

Ele foi preso no último dia 4 de março, por ordem de André Mendonça, depois que a Polícia Federal entregou provas ao STF de que Vorcaro mantinha um braço armado, usado para ameaçar adversários e também para invadir sistemas de informática dos órgãos de investigação.

Tratativas ainda estão em fase inicial
Com a mudança na defesa, a nova equipe de Vorcaro começou a conversa nesta semana com os órgãos de investigação e com o STF sobre a possibilidade de uma delação premiada dele.

As tratativas ainda estão em fase inicial. De acordo com pessoas que acompanham o processo, ainda não foi montada a lista dos assuntos que o empresário vai abordar nem das pessoas que vai delatar.

A transferência de presídio foi justamente para facilitar a formatação do acordo. A expectativa das pessoas envolvidas é que Vorcaro também negocie benefícios para seus familiares que entraram na mira das investigações, como seu pai, Henrique, e sua irmã Natália.

Nos bastidores, os investigadores avaliam que o empresário deve entregar novos caminhos de prova e fornecer informações ainda não descobertas na investigação. Isso porque o próprio celular do banqueiro, apreendido em novembro do ano passado, já forneceu uma grande quantidade de provas contra ele e seus aliados.

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