Foto Reprodução A oficialização da pré-candidatura de Felipe Camarão ao Governo do Maranhão expõe uma engenharia política complexa e cheia de nuances. Chancelado pelo presidente Lula pelo fato de pertencer aos quadros do PT, o movimento do vice-governador se depara com um tabuleiro governista fragmentado, onde as fronteiras partidárias se misturam e o favoritismo nacional não se traduz automaticamente em hegemonia local. O principal desafio de Camarão reside na própria configuração das forças de sustentação do Palácio do Planalto no estado. O grupo político liderado pelo governador Carlos Brandão e pelo emedebista Orleans Brandão já confirmou de forma categórica que manterá o apoio irrestrito à reeleição de Lula. Essa aliança faz com que o PT nacional adote uma postura cautelosa, acenando para a candidatura própria, mas sem fechar as portas para o MDB e para a máquina estadual. Essa duplicidade esvazia a estratégia de Camarão de monopolizar o discurso ideológico. O reflexo mais n...
É claro que foi apenas uma primeira pesquisa, mas indiscutivelmente o desempenho do deputado federal Duarte Júnior (Avante) no levantamento da Atlas Intel para o Senado surpreendeu à todos. Mesmo sem jamais ter dito, pelo menos publicamente, que disputaria o Senado, Duarte surgiu no levantamento em primeiro lugar, empatado com a senadora Eliziane Gama (PT), com 14,7%. Desde que assumiu uma postura mais independente, principalmente em votações na Câmara Federal e na CPMI do INSS, Duarte começou a ser retaliado por alguns partidos, ficando praticamente isolado para as eleições de 2026. Diante desse cenário, Duarte só conseguiu filiação junto ao Avante e sem muito tempo para montar uma nominata competitiva, o que poderia dificultar sua reeleição, mesmo todos apostando que ele terá novamente uma quantidade expressiva de votos. Em 2022, Duarte teve mais de 111 mil votos. Foi justamente por essa dificuldade que surgiu a possibilidade de testar o nome para o Senado, mas o que poucos esp...