Pelo menos dois graves acidentes, perfeitamente evitáveis, foram registrados no Carnaval.
O primeiro deles foi uma tragédia que ocorreu no interior de São Paulo, envolvendo um ônibus com trabalhadores rurais que deixou Centro Novo do Maranhão com destino a Santa Catarina. O veículo tombou na BR-153, próximo a cidade de Marília, após um pneu estourar, deixando vários feridos e sete óbitos.
O primeiro detalhe importante é que o veículo não tinha autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para realizar fretamento interestadual. Para piorar, o motorista teria retirado um dos pneus de um dos eixos que já havia estourado antes do veículo entrar no estado de São Paulo, e decidiu seguir viagem apenas com o outro pneu do mesmo eixo. Por conta dessa decisão, e assumir o risco de seguir rodando nessas condições, o motorista foi preso.
Além disso, o ônibus apresentava outras graves irregularidades, como pneus carecas e farol queimado. Sobreviventes também relataram que o veículo não tinha cintos de segurança, o que explica a grande quantidade de feridos. Ou seja, os proprietários da empresa, que é sediada no Maranhão, precisam ser responsabilizados pela tragédia perfeitamente evitável.
Outro sinistro perfeitamente evitável foi uma quase tragédia ocorrida na capital maranhense, no bairro da Cohab. Parte do teto do barracão da escola de samba Mocidade da Ilha acabou desabando.
O problema é que o prédio utilizado como barracão da Mocidade da Ilha, que antes era o Clubão da Cohab, estava oficialmente interditado pela Prefeitura de São Luís desde o dia 14 de janeiro. A informação foi confirmada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão. A interdição ocorreu após vistoria técnica que identificou problemas estruturais visíveis no imóvel, mas mesmo assim estava sendo utilizado para a confecção de fantasias carnavalescas.
Blog Jorge Aragão


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