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Autoritário, Bolsonaro acaba com entrevistas coletivas do Ministério da Saúde sobre a crise do coronavírus


Visivelmente perturbado com o protagonismo de Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde, na crise do novo coronavírus, o presidente da República, em mais uma decisão típica de tiranetes, determinou o fim das entrevistas coletivas concedidas diariamente pela equipe responsável pelo enfrentamento da pandemia do vírus causador da Covi-19.


Com a decisão arbitrária de Jair Bolsonaro, que vem sendo atacado nacional e internacionalmente por sua postura diante do enfrentamento da pandemia, os anúncios do governo federal, inclusive os do Ministério da Saúde, serão concentrados no Palácio do Planalto. A medida visa passar à opinião pública a ideia de entre todas as pastas envolvidas no combate ao coronavírus, principalmente a Saúde e a Economia.
Na tentativa de “alinhar a narrativa”, a Casa Civil e a Presidência da República encaminharam tal determinação a todos os ministérios, sendo que a partir de agora os anúncios sobre o combate à Covid-19 serão concentrados na figura do presidente Jair Bolsonaro, ao mesmo tempo em que tira poder do ministro da Saúde.
Nos últimos dias, circularam na Esplanada dos Ministérios informações sobre a eventual demissão de Luiz Henrique Mandetta, já que no final de semana o ministro da Saúde desafiou o presidente da República ao manter o discurso sobre a necessidade do isolamento. Nos bastidores, Mandetta disse que manteria o discurso, mesmo que isso lhe custasse o cargo.
Como o objetivo de desautorizar o titular da Saúde e defender mais uma vez o fim do isolamento social, Bolsonaro, no domingo (29), deixou o Palácio da Alvorada e foi ao setor Sudoeste de Brasília e as regiões de Ceilândia e Taguatinga, no Distrito Federal, provocando aglomerações e se aproximando de apoiadores.
Com o fim das entrevistas coletivas que eram concedidas pela equipe do ministro da Saúde, muitas informações sobre a crise do novo coronavírus serão manipuladas ou omitidas para favorecer um governo pífio e irresponsável, cujo presidente não está preocupado em salvar vidas, mas em manter viável seu projeto de reeleição. É preciso dar um basta a Jair Bolsonaro, antes que a democracia seja golpeada de forma mais contundente.

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