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Sétima colocada em pesquisa sobre disputa por vaga no Senado, Gleisi concorrerá à Câmara dos Deputados

Contrariando a opinião do seu guru político, o alarife Lula, a senadora Gleisi Helena Hoffmann insiste em disputar nas eleições de 2018 uma vaga na Câmara dos Deputados, como forma de manter o foro privilegiado e, ato contínuo, tentar empurrar ao máximo as ações penais a que responde no Supremo Tribunal Federal (STF) por seu envolvimento no escândalo do Petrolão.
O ex-metalúrgico, por sua vez, insiste na tese de que a presidente do PT deve concorrer à reeleição, pois uma mudança na estratégia eleitoral poderia passar à opinião pública a aceitação da derrota por parte dos “companheiros”. Ciente da própria incapacidade de
conseguir novo mandato de senadora da República, Gleisi Helena bate o pé.
Acusada de corrupção por sete delatores do Petrolão, citada nas planilhas de propina da Odebrecht sb o sugestivo codinome “Amante” – o que pode ter lhe rendido situações de constrangimento no âmbito familiar – e correndo o risco de ser condenada em breve no STF, Gleisi Helena sofreu vertiginosa queda nos índices de intenção de voto para o Senado, em pesquisa realizada no Paraná.
Eleita em 2010 como a senadora mais votada na disputa pelo Senado, o que para os desavisados era sinal de início de uma carreira política fulgurante, Gleisi já admitiu que não concorrerá à reeleição. Até porque, a derrota, dada como certa, será acachapante.
No plano de Lula, a senadora paranaense seria uma espécie de puxadora de votos para o PT no Paraná, mesmo correndo o risco de tropeças nas urnas eleitorais. Essa estratégia tem como explicação a mensagem descabida de que o PT nada teme. O petista-mor pode falar e pensar o que quiser, pois o Brasil ainda é uma democracia que privilegia a livre manifestação do pensamento, mas excesso de ousadia às vezes é sinal de irresponsabilidade.
Recente pesquisa de opinião realizada pelo instituto Paraná Pesquisa revela os motivos do excesso de cautela de Gleisi Hoffmann. No levantamento, a senadora aparece em sétimo lugar no cenário avaliado pelo instituto, com 8,1% das intenções de voto. Além do destrambelhado Roberto Requião, do procurador da República Deltan Dallagnol e do governador Beto Richa, que lideram a pesquisa, a petista seria derrotada por Rubens Bueno (PPS), com 13,9%; Gustavo Fruet (PDT), com 11,2%; e Christiane Yared (PR), com 8,7%.

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