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Baixou o #nível: Dilma conseguiu ser pior que Sarney…

Folha de São Paulo
São Paulo – A taxa de reprovação ao governo federal chegou em março ao ponto mais alto dos últimos 26 anos, de acordo com pesquisa Ibope divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A gestão da presidente Dilma Rousseff é considerada ruim ou péssima por 64% dos brasileiros, índice igual ao obtido em julho de 1989 por José Sarney, até então recordista isolado de rejeição na série histórica do instituto.
Além de avaliar o governo federal, o Ibope colheu opiniões sobre o desempenho pessoal da presidente. Nesse caso, 78% disseram desaprovar a maneira de governar de Dilma, e 19% afirmaram o contrário.folha sp
O desgaste acelerado de Dilma e de seu governo contrasta com o aumento de popularidade registrado durante a campanha eleitoral do ano passado. Na época, entre junho e setembro, as taxas de aprovação à presidente e ao governo subiram sete e oito pontos porcentuais.
Resgate. A propaganda da campanha havia ajudado Dilma a recuperar parte da popularidade que havia perdido após os protestos de junho de 2013, marcados por manifestações de massa em grandes capitais.

Antes dos protestos, Dilma estava nas alturas: em março de 2013, segundo pesquisa CNI/Ibope, seu governo era aprovado por 63%, taxa superior à obtida, no mesmo período da gestão, por seus antecessores Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
A explosão da impopularidade de Dilma no início de seu segundo mandato já havia sido revelada pelos institutos Datafolha e MDA, na segunda quinzena de março. As taxas de ruim e péssimo apontadas foram de 62% e 65%, respectivamente.
O apoio à presidente sofreu um processo de corrosão após a posse, com o anúncio de medidas de ajuste fiscal que contrariam o discurso de campanha. Somaram-se a isso a corrupção na Petrobrás e as denúncias de que parte do dinheiro desviado foi canalizada para o PT, em forma de doações oficiais ao partido. Em 15 de março, uma multidão foi às ruas mostrar sua insatisfação, na manifestação política mais volumosa em São Paulo desde a campanha das Diretas-Já, em 1984.ibope
Cinema. O ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, comparou ontem a pesquisa CNI/Ibope a uma fotografia “ruim” do atual momento do governo. Ele ressalvou, porém, que o “filme” do segundo mandato será “muito bom”. “O governo tem de ter humildade, trabalho, trabalho e trabalho. Nosso compromisso é com quatro anos – e três meses de governo é o início de um processo. A fotografia não é boa, mas o filme vai ser muito bom”, disse o ministro, durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto.
O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), avaliou a queda na popularidade da presidente como falta de “credibilidade” do governo. “O governo perdeu credibilidade porque mentiu para a população durante a eleição”, disse o tucano.
“Estamos num momento ruim. Não reconhecer isso seria dar uma de avestruz, enfiando a cabeça na areia até a tempestade passar”, disse o senador Paulo Paim (PT-RS).
Do blog Ricardo Santos

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