
O ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão e atual secretário de Estado de Assuntos Legislativos, Raimundo Cutrim, deve se apresentar à Superintendência da Polícia Federal, em São Luís, na tarde deste sábado (18), para cumprir prisão domiciliar determinada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A medida foi decretada no âmbito de um inquérito que investiga a suposta prática de obstrução de Justiça. Segundo informações apuradas, Cutrim comparecerá espontaneamente à sede da Polícia Federal, após ser comunicado por meio de sua defesa sobre a existência do mandado de prisão domiciliar.
Na sexta-feira (17), a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em três endereços ligados ao secretário, incluindo sua residência e um sítio, localizados em São Luís e Paço do Lumiar. De acordo com a defesa, Raimundo Cutrim não foi localizado durante a operação porque estava viajando.
O caso está relacionado às apurações sobre o assassinato de João Bosco Sobrinho Pereira, ex-servidor da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), morto com um disparo de arma de fogo à queima-roupa no dia 19 de agosto de 2022, em frente ao edifício Tech Office, na Avenida dos Holandeses, no bairro Ponta d’Areia, em São Luís.
Segundo a investigação, o autor dos disparos foi Gilbson César Soares Cutrim Júnior, que acabou condenado pelo crime.
A defesa de Raimundo Cutrim informou à Polícia Federal que o secretário irá cumprir voluntariamente a decisão judicial, apresentando-se às autoridades na tarde deste sábado. Até o momento, o Supremo Tribunal Federal não divulgou novos detalhes sobre os fundamentos da prisão domiciliar além da informação de que a medida integra a investigação por suposta obstrução de Justiça. (blog do John Cutrim)
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