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Partidos vivem drama da falta de nomes para garantir vagas na Câmara Federal…

 

Dificuldade do deputado Duarte Júnior – que acabou desistindo da reeleição para concorrer ao Senado – é a mesma de vários parlamentares às vésperas das convenções partidárias

 

DUARTE JÁ DESISTIU DA REELEIÇÃO, mas Aluisio, Fábio Macedo e Juscelino Filho garantem que seus partidos vão conseguir os votos suficientes

As exigências da Lei Eleitoral para montagem de chapas tem levado os partidos a verdadeiros malabarismos – alguns até fraudulentos – para conseguir montar uma chapa de candidatos a deputado federal e estadual. No jargão da política essa lista chama-se nominata, que garante ao partido as chances de alcançar votos suficientes para garantir ao menos uma vaga no Parlamento.

  • o Avante, partido do deputado federal Duarte Júnior, por exemplo, não conseguiu formar nominata consistente para conseguir votos;
  • a falta de perspectiva de garantir a reeleição – mesmo superando a casa dos 100 mil votos – levou Duarte para a disputa pelo Senado.

Mas, assim como Duarte Júnior, diversos outros deputados federais correm o risco de ficar fora da lista de eleitos por falta de votos, não deles próprios, mas do conjunto de candidatos dos seus partidos.

O Republicanos, do deputados federal Aluisio Mendes, por exemplo, acaba de perder a deputada estadual Helena Duailibe, que desistiu de concorrer à Câmara; isso pode significar a não-reeleição do próprio Aluisio, que já havia reclamado da falta de nomes consistentes em seu partido.

  • o Podemos, do deputado federal Fábio Macedo, também ainda luta por votos suficientes que garanta sua reeleição;
  •  as incertezas rondam também o PDT, do senador Weverton Rocha, e o PSDB, do deputado federal Juscelino Filho

Todos estes parlamentares garantem que têm candidatos com votos suficientes para garantir a quantidade de votos necessárias para entrar no rateio das vagas, mas os ricsos são grandes, de ganhar e não levar a vaga para casa.

Funciona assim:

  • um partido político precisa alcançar uma quantidade mínima de votos para entrar no rateio das 18 vagas do Maranhão na Câmara Federal;
  • a quantidade mínima de votos chama-se “Quociente Eleitoral”; em 2022, por exemplo, o QE para a Câmara ficou na casa dos 200 mil votos;
  • só entra no rateio das vagas, partidos que atinjam o QE; quando não preenchidas as vagas, nova rodada é feita, com menos votos exigidos.

Em 2016, este blog Marco Aurélio d’Eça fez postagem que, dentre outras coisas, explica o que são Quociente Eleitoral, Quociente Partidário e voto de legenda.

A regra vai se aperfeiçoando a cada ciclo eleitoral tentando garantir a participação partidária nos parlamentos da forma mais democrática possível, de forma proporcional.

mas no dia-dia da política excludente mantida pelos partidos, essas regras tornam-se espécies de camisas de forças para os próprios partidos.

Que acabam tropeçando em seu próprio elitismo…

Fonte: Marco D'Eça

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