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quinta-feira, 13 de abril de 2017

Lava-Jato: depoimentos de delatores da Odebrecht são atentado contra o País e a dignidade do cidadão


O nível de degradação do Estado brasileiro é tão acintoso e avassalador, que pensar no futuro é muito mais do que o mero exercício do ‘achismo’. Isso porque a corrupção sistêmica não apenas vilipendiou os mais basilares direitos do cidadão, mas destruiu qualquer nesga de esperança na esfera do curto prazo. Durante os últimos anos o UCHO.INFO vem afirmando que a solução da crise, que não é apenas econômica, mas ética e moral, demandará pelo menos cinco décadas de esforço continuado dos brasileiros.
Liberados pela Justiça, os vídeos em que o empresário Marcelo Odebrecht e outros delatores do grupo empresarial detalham o funcionamento do esquema de corrupção chegam a impressionar pela riqueza de detalhes. Todos os depoimentos são lógicos, apesar da ilógica do tema, e têm começo, meio e fim. A forma como as afirmações se dão no escopo
da delação mostra de forma inequívoca que o atraso que o Brasil vem experimentando nos últimos anos é fruto da corrupção desenfreada.
Se por um lado os corruptos são tão ousados quanto criminosos, os corruptores não podem ser vistos como salvadores da pátria apenas porque estão a delatar aqueles que, em tese deveriam defender os interesses do País e dos seus cidadãos.
Em vários trechos do seu depoimento, talvez o mais comprometedor de todos, Marcelo Bahia Odebrecht fala com naturalidade sobre a importância da corrupção no âmbito dos negócios das empresas de sua família. O ex-presidente do Grupo Odebrecht, preso em Curitiba desde 18 de junho de 2015, comete o acinte de falar em lógica empresarial e técnicas de gestão, como se corrupção fosse uma fórmula lícita para a realização de negócios. Pelo mesmo caminho discursivo seguiu o também Emílio Odebrecht, pai de Marcelo e presidente do Conselho de Administração do grupo.
Desde o momento em que surgiu no escopo da Operação Lava-Jato o tema “colaboração premiada”, o UCHO.INFO afirma que não se pode aceitar um escandaloso abrandamento da pena por causa da delação de quem levou a nação à ruína moral e econômica. É fato que o objetivo da lei que prevê a delação é o desmonte do crime organizado, mas não é na esteira da condescendência que o Brasil há de mudar.
No caso de Marcelo Odebrecht, por exemplo, o acordo de colaboração prevê que sua permanência na prisão não ultrapasse o corrente ano. Ou seja, o responsável pelo ramal mais intenso do maior esquema de corrupção de todos os tempos, o Petrolão, ficará, na pior das hipóteses, dois anos e meio atrás das grades. Mesmo que, na sequência, a retomada liberdade tenha limitações e seja monitorada durante mais alguns parcos anos.
A colaboração do delator precisa ser recompensada de alguma forma, mas esse benefício não pode ser um atentado contra o cidadão e muito menos deve servir de incentivo para que outros alarifes de plantão avancem na seara da corrupção. Não fosse a delação premiada – na verdade é muito mais do que premiada –, Marcelo Odebrecht passaria uma boa temporada na prisão.
Corruptos e corruptores deveriam ser enquadrados como criminosos hediondos, algo que a legislação penal vigente não prevê, para o infortúnio de uma sociedade que continua a pagar a conta da roubalheira. Para que o leitor consiga avaliar o a extensão do estrago, o prejuízo da Petrobras com o escândalo em questão já ultrapassa a marca de R$ 60 bilhões. Cifra considerada pequena perto dos R$ 200 bilhões que o Brasil perde todos os anos com a corrupção.

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