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quinta-feira, 27 de abril de 2017

Greve do feriadão é coisa da esquerda bandoleira, que usa os adeptos do ócio estendido e patrocinado

Acompanhando as reações da maioria dos brasileiros às reformas propostas pelo governo do presidente Michel Temer – trabalhista e da Previdência –, às vezes penso que em outras vidas John Fitzgerald Kennedy nasceu no Brasil. Afinal, são da lavra de Kennedy as frases “Não pergunte o que seu país pode fazer por você, pergunte o que você pode fazer por seu país” e “A mudança é a lei da vida. E aqueles que apenas olham para o passado ou para o presente irão com certeza perder o futuro”.
Cresci, e lá se vão mais de cinquenta anos, ouvindo que o brasileiro é um povo trabalhador. Confesso não saber se compreendi de forma inadequada o que ouvi ou se me contaram uma mentira, parecida com aquela de que o Brasil é o país do futuro. Há mais de meio século espero esse tal futuro chegar, mas nada de ele se fazer presente.
Pois bem, como venho escrevendo ao longo dos últimos meses, a reforma da Previdência é uma necessidade aritmética, contábil, financeira. Ou muda-se a regra do jogo, ou aceita-se a bancarrota do sistema de aposentadorias e pensões. Aliás, jamais pensei – e tampouco penso – em me aposentar. Na verdade, vez por outra penso em açambarcar sozinho um prêmio gordo da loteria e dedicar-me com mais ímpeto à vida, fazer o que gosto: escrever, fotografar, ouvir música e dar corda nos relógios antigos.
Nas redes sociais, que transformaram-se em latrina do ideário verde-louro, lê-se e ouve-se um festival de besteiras, muitas delas disseminadas pela esquerda raivosa, que derrama juntamente com a saliva espumante a chaga da ignorância ideológica. Querem porque querem os esquerdistas tupiniquins o retorno do Estado provedor, inchado, bandoleiro, corrupto. Não se importam esses ideólogos de araque com a roubalheira sistêmica promovida por seus ídolos, desde que vivam como teúdos e manteúdos.
Durante pelo menos uma década alertei para o perigo que representava o projeto econômico do malandro Lula, porra-louquice adotada pela ignorante e truculenta Dilma Rousseff. O estrago foi tão devastador, que até a contabilidade do Estado precisou ser fraudada, maquiada. Lula e seu bando agiram da forma como agem os comunistas ao redor do planeta:
sempre são do contra, quando podem apresentam-se como a derradeira solução, promovem uma lambança sem precedentes e depois dizem que são inocentes.
Como sempre afirmo, a situação atual do País só mudará de padrão se os brasileiros concordarem em doar pelo menos cinco décadas de esforço continuado e incondicional. Não se trata de pessimismo, mas de interpretar a realidade como de fato é. Nesse momento o egoísmo deve ser deixado de lado, pois precisamos pensar nas gerações futuras. Sejamos corajosos e valentes para deixar aos patrícios do amanhã uma nação menos complexa e conturbada.
Nas últimas horas deparei-me com notícias sobre a paralisação de diversas categorias de trabalhadores convocada pela esquerda colérica, que de forma recorrente usa os sindicatos pelegos para operacionalizar o caos. De quebra coloca na caçamba da utopia os movimentos sociais, comandados por prepostos do banditismo ideológico. O cardápio do protesto é o conjunto de reformas proposto pelo governo.
O brasileiro, ao contrário do que reza a lenda, é preguiçoso em todos os sentidos. Tem preguiça para existir como cidadão, tem preguiça para seguir a política, tem preguiça de pensar, tem preguiça de ser patriota. Disposição sobra para sentar à mesa do boteco da esquina, para ir ao estádio de futebol, para aguardar feriados prolongados, para querer a manutenção dos chamados direitos adquiridos.
A terceira Lei de Newton trata da ação e da reação, assim enunciada: para toda ação sobre um objeto, em resposta à interação com outro objeto, existirá uma reação de mesmo valor e direção, mas com sentido oposto. Ora, tomando por base a mencionada Lei de Isaac Newton, o direito não pode existir sem o dever. Como o frio e o calor. Cobrar direitos sem assumir os deveres é algo que não existe nem mesmo no bataclã.
O Brasil precisa de trabalho, mas o brasileiro esfrega as mãos diante de um feriado prolongado precedido por uma greve bandida. O Brasil precisa de políticos responsáveis, mas os eleitores vão às urnas no embalo da irresponsabilidade. Votam porque é obrigatório, porque a cidadania nada vale, porque o País existe à sombra do “salve-se quem puder”.
A greve convocada para sexta-feira é o mais preciso retrato de um povo que deveria trabalhar dobrado para salvar o País, mas prefere o caos como mestre de cerimônia do ócio estendido. A greve de sexta-feira será a manifestação de gente preguiçosa, mesquinha, tacanha. De quem não quer trabalhar, de quem sonha com a volta da subserviência remunerada à base de esmolas oficiais, do peleguismo delinquente, do populismo criminoso.
Pela terra natal continuarei fazendo o máximo, dando o meu melhor, mesmo que o desejo constante e crescente seja rumar ao aeroporto mais próximo, apagar a luz e dizer “bye, bye Brasil”. Ciente de que o amanhã é a salvação de muitos, de milhares, de milhões, manterei o dorso erguido, o pensamento ereto e a disposição a postos. Voltando a Kennedy e suas precisas frases, chego à conclusão que é válida a tese de que, após tantas belezas naturais espalhadas Brasil afora, o Criador compensaria a bonança celestial com um povo muito aquém.
Quem sabe um dia o Brasil vira um país sério, com gente responsável, que não pensa apenas em carnaval, feriado, futebol, mesa de bar, bunda, greve, cerveja, direitos, pagode, churrasco na laje e outros quetais que dão o tom na Botocúndia, que há muito perdeu seu furacão, com a devida licença do genial Monteiro Lobato.
 Ucho Haddad é jornalista político e investigativo, analista e comentarista político, cronista esportivo, escritor e poeta.

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