
O Piauí foi o estado brasileiro que teve o maior crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) em 2008 (8,8%), embora tenha mantido uma participação relativamente baixa no PIB nacional (0,6%). O crescimento se deveu, em grande parte, aos resultados positivos da agricultura, cujo volume de 62,1% foi incrementado pela cultura de soja. Ceará e Goiás seguiram a mesma tendência, com variações de 8,5% e 8%, respectivamente, mas com maior representação no PIB (2% e 2,5%). As menores taxas ficaram com Sergipe (2,6%), Rio Grande do Sul (2,7%) e Amapá (2,9%).
Estes são dados apontados pelas Contas Regionais do Brasil 2004-2008, que revelaram, ainda, que a região Sudeste continua perdendo participação no PIB. A perda foi de 0,4 ponto percentual, um recuo em relação a 2007. Em seis anos, a queda foi de 0,7 ponto percentual. Já o Sul, apesar do decréscimo de 0,3 ponto percentual nos últimos seis anos, manteve a mesma participação em relação ao ano anterior, cerca de 16,6%. As demais regiões vêm ganhando participação desde 2002.
Apesar disso, a concentração ainda é forte no Brasil, já que, em 2008, oito estados detinham quase 80% do PIB nacional. Naquele ano, a participação de São Paulo era da ordem de 33%, mas esta apresenta tendência de queda desde 1995, quando era cerca de 37%. Mesmo assim, o estado registrou PIB recorde, ultrapassando pela primeira vez a marca de R$ 1 trilhão. Desde o início da série, os seis primeiros colocados no ranking
Maranhão - O Maranhão manteve-se na 16ª posição no ranking nacional em valor do PIB e o quarto maior PIB na região Nordeste, depois dos estados da Bahia, Pernambuco e Ceará. A participação do Maranhão no PIB nacional saltou de 1,2% para 1,3% e em termos de Nordeste 13,1%. Segundo o IBGE, oito estados concentram 80% do PIB nacional ? São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Bahia e Distrito Federal.
Maranhão - O Maranhão manteve-se na 16ª posição no ranking nacional em valor do PIB e o quarto maior PIB na região Nordeste, depois dos estados da Bahia, Pernambuco e Ceará. A participação do Maranhão no PIB nacional saltou de 1,2% para 1,3% e em termos de Nordeste 13,1%. Segundo o IBGE, oito estados concentram 80% do PIB nacional ? São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Bahia e Distrito Federal.
Conforme a apresentação do diretor de Estudos e Pesquisas do Imesc, Sadick Nahuz Neto, o maior crescimento do PIB no país foi registrado no estado do Piauí (8,8%), seguido do Ceará (8,5%), Goiás (8%), Mato Grosso (7,9%) e Espírito Santo (7,8%).
A economia maranhense em 2008 manteve a realidade de anos anteriores com alta concentração da pauta de exportações em apenas três commodities ? alumínio, soja e complexo ferro, principalmente ferro gusa ? o equivalente a 97,34% do valor comercializado para o mercado internacional.
Na composição do PIB maranhense de 2008, o setor de serviços respondeu por 60,9%, seguido da agropecuária com 22,2% e da indústria (16,9%). As participações do setor industrial e de serviços caíram em relação a 2007.

Agropecuária - No Nordeste, o Maranhão é o estado em que a agropecuária apresenta o maior peso na economia, tendo como principais responsáveis as atividades de lavoura temporária (45,3%), lavoura permanente (2,1%), silvicultura/exploração florestal (32,3%), pecuária (17,2%) e pesca (3,1%).
Com relação à indústria, foi registrado crescimento real em 2008 de 7,6%, puxado pela construção civil (16,8%) e pelo segmento industrial extrativista (18%). A indústria de transformação, com volume de 0,2%, perdeu participação no setor estadual, passando a representar 42,2% do valor adicionado industrial, frente a 45,4% em 2007.
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